APÓS OCUPAÇÃO, BLINDADOS DA MARINHA DEIXAM A ROCINHA

Forças de segurança ocupam favelas da Rocinha e do Vidigal no Rio
Operação policial começou por volta das 4h e transcorreu com tranquilidade durante a madrugada
Após ofensiva noturna, blindados deixaram as favelas no começo da manhã deste domingo
Foto: Felipe Dana / AP

Forças de segurança, utilizando veículos blindados e helicópteros, ocuparam na madrugada deste domingo as favelas da Rocinha e do Vidigal, as duas últimas grandes comunidades da zona sul da cidade do Rio de Janeiro que ainda estavam sob domínio do crime organizado. A ofensiva policial começou às 4h da madrugada e às 6h20min o Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar (Bope) informou que a comunidade havia sido tomada.
Mais cedo, por volta das 2h30min, a Polícia Militar bloqueou vias de acesso às favelas, impedindo a passagem, inclusive, de moradores das ruas e avenidas interditadas. A favela amanheceu ocupada pelo Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope).
Segundo informações do canal Globonews, as forças dos traficantes que atuam na favela tentaram atrapalhar o avanço da polícia despejando óleo combustível nas ruas e formando barreiras com lixo e motos queimadas. Mesmo assim, segundo o comando da Operação 'Choque de Paz', nenhum tiro foi disparado até as 7h50min e a ocupação transcorria com tranquilidade. Pela manhã, a polícia fazia buscas nas comunidades, começava a retirar os blindados das favelas e a liberar os pontos de bloqueio. Nenhuma prisão havia sido realizada até então.

A operação faz parte do plano para expulsar traficantes que dominam por décadas as favelas da cidade que vai sediar a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016.
O objetivo da polícia é retomar o controle da área para implantar a 19ª Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Rio.
Participam da ação três mil homens, apoiados por quatro helicópteros da Polícia Militar, três da Polícia Civil, 18 veículos blindados da Marinha e mais sete da Polícia Militar (caveirões), além de mil policiais militares nas favelas, 1,3 mil nas ruas do Rio, 194 fuzileiros navais, 186 policiais civis, 160 policiais federais e 46 policiais rodoviários.

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