Apreendidos 28 fuzis e até duas bazucas

Refinaria de cocaína foi estourada e dois lança-granadas foram achados
Vera Araújo
O segundo dia de ocupação da Rocinha teve bons resultados para a polícia: foram encontrados 28 fuzis, duas bazucas, e 12 pistolas, além de granadas e farta munição. A primeira apreensão foi feita pelo Batalhão de Operações Especiais (Bope), no início da tarde, e contou com informações dos moradores da favela. Só a tropa de elite da PM encontrou enterrados na localidade Dionísia 24 fuzis - dois deles de calibre .30, capazes de derrubar aeronaves - , além de duas bazucas e uma escopeta calibre 12, dois lançadores de granada e sete pistolas.
Bandidos usariam camisas da polícia para escapar
Também foi estourada uma refinaria de cocaína com 30 quilos de um pó branco, que foram levados para análise. Além de armas e drogas, cem camisas da Polícia Civil falsas foram encontradas na Rocinha e há suspeitas de que os uniformes seriam usados por traficantes para escapar da comunidade antes da ocupação da favela, no domingo.
Já os policiais da 39ª DP (Pavuna) encontraram numa cisterna, debaixo de uma laje de concreto de um metro de espessura, quatro fuzis, 14 granadas, 21 carregadores e radiotransmissores. Havia também munição para submetralhadoras .30. O material estava no local conhecido como Vila Verde, atrás da UPA da Rocinha. Foram necessários oito homens da Secretaria municipal de Conservação para as escavações.
Os policiais da Pavuna utilizaram informantes, uma vez que eles, até pouco tempo, eram lotados na 6ª DP (Cidade Nova), área com favelas da mesma facção criminosa do bando de Antônio Bonfim Lopes, o Nem, que dominava a Rocinha.
A apresentação das armas feita pelo Bope foi comemorada pelos PMs que cantaram o hino da corporação. Foi o batalhão também quem encontrou a refinaria de cocaína, na Rua Dois, que funcionava numa casa simples, e estava com a porta encostada. Não havia ninguém no local. Havia três galões de ácido sulfúrico e um de éter.
A operação do Bope foi chefiada pelo capitão Aluísio Luz, que ficou uma semana escondido na mata antes da ocupação. O militar disse que vem recebendo tratamento vip dos moradores:
- As pessoas nos passam informações e ainda nos servem cafezinho e água.
COLABOROU Renata Leite
O Globo

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