General: homicídios caíram 86% e roubos, 78% na região do Alemão

Segundo Cesar Leme, dados mostram o impacto da ocupação das favelas


O general do Exército Cesar Leme Justus afirmou ontem que os índices de criminalidade no complexo do Alemão e da Penha e em bairros vizinhos das duas comunidades caíram desde que as Forças de Segurança passaram a ocupar as duas favelas em novembro do ano passado. Sem citar dados absolutos, Cesar Leme disse que o número de homicídios teve uma redução de 86%, e o de roubo de carros, 78%. A operação de retomada do complexo ocorreu no fim de novembro de 2010.
O general acrescentou que os assaltos a residências caíram 91%. Já os assaltos a transeuntes, 78%. Os índices foram apresentados pelo general durante audiência pública realizada pelo Ministério Público Federal para discutir a pacificação do Alemão e da Vila Cruzeiro, na Penha. Cesar Leme comandou até o dia 10 deste mês os cerca de 1.800 homens do 9º brigada do Exército que ocupavam as duas comunidades. Eles foram substituídos por militares da 4ª brigada de Juiz de Fora.
O general do Exército afirmou que os números demonstram que o trabalho de retomada e ocupação do complexo do Alemão e da Penha foi bem sucedido.
- Observamos que a ocupação das forças de segurança foi extremamente positiva. É claro que ainda existem pessoas lá dentro da comunidade que não estão interessadas no processo de pacificação. Se incomodam porque tiveram perda de poder econômico e de status. Mas, aos poucos, vamos superando esses obstáculos - afirmou Justos.
Durante a audiência, foram apresentados outros dados, um deles relativo ao apoio da população após a ocupação das Forças de Segurança. Até novembro de 2009, havia apenas 33 denúncias feitas por moradores sobre a atuação de criminosos na área do complexo do Alemão e Penha. Um ano depois, já com a ocupação, o número pulou para 1.170.
Representantes do Ministério Público Militar defenderam, durante a audiência, que as rondas realizadas pelos militares no complexo do Alemão e da Penha sejam sempre filmadas. Para o MP, esta seria uma uma forma de dar maior transparência ao trabalho realizado pelos militares.

O Globo

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