Desarmamento volta à pauta

Edson Luiz


O governo vai fazer uma nova campanha do desarmamento depois da tragédia ocorrida ontem em Realengo, quando várias crianças foram mortas pelo ex-aluno da escola Tasso da Silveira, onde elas estudavam. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, anunciou a volta da mobilização, que foi realizada em 2004 e 2007 e recolheu cerca de 500 mil armas em todo o país. Cardozo ressaltou que o país não pode mais suportar as mortes violentas, como as que ocorreram no Rio de Janeiro. Ele fez o anúncio em João Pessoa, onde participava de um ato relacionado ao combate a organizações criminosas.
“É necessário que tenhamos a consciência de que armas geram violência”, afirmou Cardozo, que se solidarizou com as famílias das vítimas e com o estado e o município do Rio. Pela manhã, ele entrou em contato com o governador Sérgio Cabral (PMDB) e o prefeito Eduardo Paes (PMDB). O ministro ressaltou que a campanha seria uma forma de homenagear as crianças mortas em Realengo. “Não é necessário que crianças e outras pessoas morram para vermos isso (a violência)”, afirmou Cardozo.
Essa será a terceira iniciativa realizada pelo governo federal. As duas primeiras ocorreram em 2004 e 2007, sendo que a primeira recebeu críticas de vários setores, principalmente pelo fato de o Executivo ter dado uma quantia em dinheiro a quem entregou seus artefatos, quando 459.855 armas foram recolhidas. O Ministério da Justiça pretendia acabar com esse comércio no Brasil, mas um referendo realizado em outubro de 2005 decidiu pela manutenção da venda de armamentos. Em 2007, o governo voltou a fazer uma nova campanha, encerrada no ano seguinte.

Correio Brasiliense

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